Até o momento, nenhum caso da gripe causada pelo vírus H1N1 foi confirmado entre indígenas brasileiros. Ainda assim, a possibilidade de a doença chegar aos índios, inclusive os amazônicos, preocupa a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
“De forma reconhecida, as populações indígenas apresentam uma vulnerabilidade maior às doenças respiratórias”, aponta o coordenador-geral de atenção à saúde indígena do órgão federal Flávio Pereira Nunes, acrescentando que “elas são um fator de risco para potencializar a influenza A”.
Até a última semana, não havia sido confirmado nenhum caso da doença entre indígenas brasileiros. Como instituição responsável pela saúde dos índios do Brasil, a Funasa participa das reuniões semanais do Ministério da Saúde para coordenar o esforço de contenção da nova gripe. A fundação montou ainda um gabinete de crise interno para monitorar casos de doenças respiratórias.
A Funasa atende a uma população de cerca de 400 mil índios pertencentes a 210 povos diferentes pelo país. Seus 34 distritos sanitários indígenas receberam verba de R$ 8 mil cada para comprar máscaras, álcool gel e outros produtos necessários para prevenir a nova gripe. Se algum índio tiver confirmada a doença, também terá direito ao remédio Tamiflu, como qualquer outro paciente da rede de saúde pública, explica Nunes.
O coordenador-geral aponta que, além da maior incidência de doenças respiratórias, outros fatores de vulnerabilidade dos indígenas são, segundo Nunes, “suas condições socioambientais”, a desnutrição e as variadas doenças infecciosas que os afetam com frequencia, o que tem relação com o fato de viverem, em muitos casos, em regiões isoladas e com menos acesso ao sistema de saúde.
Apesar de ter apresentado até agora relativamente poucos casos da nova gripe entre a população em geral, a Região Norte não está livre da doença. Todos os seus estados tiveram casos confirmados, em especial o Pará, com 40 pessoas infectadas, segundo o Ministério da Saúde.
FONTE: www.globo.com
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domingo, 9 de agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
Amazônia pode ter o dobro de espécies de pássaros do que se pensava.

Ouvindo passarinho nas matas da Amazônia o pesquisador Mario Cohn-Haft, do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) fez uma descoberta que pode mudar muito o que se conhecia sobre as aves da região.
Ele percebeu que pássaros muito parecidos visualmente, considerados da mesma espécie, tinham cantos bem diferentes. Analisando o DNA dos animais, Cohn-Haft chegou à conclusão de que eram espécies distintas. “Em geral, quando há uma diferença de voz, há uma diferença molecular”, afirma.
A descoberta é uma reviravolta na catalogação das espécies amazônicas. Atualmente, há cerca de 1.300 pássaros conhecidos na região. Considerando as primeiras pesquisas já realizadas, que chegaram a desmembrar uma só espécie em oito novas, o pesquisador calcula que o número de passarinhos na Amazônia poderá chegar a 3.000.
“A previsão é de que mais que dobre o número de espécies sem que nenhuma nova espécie seja descoberta”, afirma, lembrando que os pássaros novos serão identificados a partir de animais já conhecidos.
A nova biodiversidade encontrada por Cohn-Haft está escondida principalmente em pássaros pequenos, que vivem em matas fechadas de terra firme. Para não confiar apenas nos ouvidos na hora de estabelecer a diferença entre os cantos dos animais, o pesquisador usa programas de computador que analisam a melodia emitida pelos bichos.
O cientista prevê que sejam necessários muitos anos para conseguir pesquisar mais de 1.700 novos tipos de aves. “O trabalho é caro e lento. Nossa grande preocupação é se o homem vai destruir em um ritmo mais rápido [essas novas espécies] do que estamos descobrindo”, alerta.
Ouça alguns sons da Amazônia:
http://globoradio.globo.com/RadioClick/Player/1/0,,KY1081554-5935.html
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